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quinta-feira, 17 de abril de 2025

Dois encontros com o mesmo autor

 THOMAS, Louis C. Los escritos permanecen. Barcelona/ESP: Plaza & James editores, 1985. 398p. Tradução Federico Gorbea.

THOMAS, Louis C. Une Femme de trop. Paris/FR: Éditions Denoëll, 1995. 238p.

Não poderia ter sido mais casual meu primeiro encontro com Louis C. Thomas. Estava eu rapaz meio-mochileiro a perambular por Montevidéu nas férias de 1990 e em uma livraria me ofereceram um livro dele como brinde por uma outra compra. Comecei a ler  Os escritos permanecem sem muito compromisso. Um escritor policial recebe os originais de um livro no qual o autor aparentemente descreve quem viria a matá-lo. Escritor profissional porém detetive amador, mete-se a investigar.  Trama do tipo cebola, em que cada camada descascada dá acesso a outras, o livrinho me chamou a atenção para esse autor francês Louis C. Thomas.

Meu segundo encontro não poderia ter sido mais proposital. Estava eu senhor aposentado em Paris e um dos meus alvos nas livrarias da zona boêmia a Rive Gauche era exatamente esse autor. Vasculhei a Gallimard, a Gibert Jeune e nada. Até pedi ajuda aos vendedores. Ninguém o conhecia. Até que em um bouquiniste (sebo) do Bpulevard Saint-Michel deparei com esse Une Femme de trop (uma mulher a mais). Mergulhei na história: um homem inteligente e pobre é dominado por sua esposa egoísta e rica, e se torna amante da bela criada. A esposa tem acidente e perde a memória. E há dúvidas se foi mesmo um acidente.

Louis C. Thomas não é bem um autor policial. Esses dois livros se inclinam mais para o drama com a presença de crimes. Mereceu o antigo sucesso. Não sei se merece o atual esquecimento. Mas Sic transit Gloria Mundi, assim diziam os antigos. Tudo passa.


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